terça-feira, 24 de maio de 2011

O CONSUMISMO E A INFÂNCIA

Por Miralva Araújo Ramos

No documentário Criança alma do negócio, pode-se notar o que o autor Neil Postman relata em seu livro, O desaparecimento da infância, pois em uma velocidade alarmante segundo o autor a infância está sumindo.
Diante do apelo abusivo das propagandas televisivas, percebe-se o direcionamento das crianças para um mundo consumista, onde a mídia encontrou uma maneira para ganhar cada vez mais, sendo as crianças o veículo usado para atingir o público adulto, os pais, que são influenciados diretamente pelos filhos para consumir, comprar produtos que muitas vezes eles não puderam ter na sua infância.
Segundo a prof.ª Elizabete Dantas, em uma palestra na FACED/UFBA em janeiro de 2011, publicidade é o que envolve todo o conjunto formado por veículos, agências, ações,etc., assim como toda ação recebida do meio de forma espontânea, não paga, nesse contexto as crianças servem como mecanismo de publicidade para os grandes empresários que aproveitando-se de sua inocência as transformam em peças chave para a venda de seus produtos, muitas vezes prejudiciais à saúde dessas crianças.
Antigamente, eram raras as famílias que possuíam TV em casa as crianças não tinham acesso a propagandas televisivas, pelo menos nas classes mais baixas da população, as brincadeiras e brinquedos eram produzidos pelas próprias crianças com os ensinamentos passados de geração em geração, dava-se valor as cantigas e brincadeiras de roda, pega-pega e outras. Hoje já não se ouve falar mais nessas brincadeiras e brinquedos, salvo em algumas escolas que lutam para resgatar esse costume, porém não encontram apoio da sociedade capitalista em que vivemos, onde o que fala mais alto é levar vantagem.
Segundo o IBGE hoje, a criança brasileira é a que mais assiste a TV, cerca de 4 horas e 51 minutos por dia, fazendo com que cada vez mais o desejo de consumo seja aumentado, tornando as crianças escravas do erotismo, das marcas e logotipos da moda.
No Brasil existe um projeto de lei 59231/01, que proíbe publicidade direcionada ao público infantil, a qual segundo o deputado federal Emiliano José (PT-BA), um dos autores do requerimento para realização do seminário que aconteceu em 17/05/2011 sobre o referido projeto não será fácil a sua aprovação, pois segundo ele, as empresas de publicidade, que deveriam participar do debate, argumentariam que os pais é que são responsáveis e eles não tem nada com isso. Concordo com  o deputado quando diz que,  vivemos na sociedade da propaganda, da venda de marcas, de ilusões, da mistificação publicitária, que é normal. Mas a criança não pode ser utilizada como espécie de estímulo para esse consumismo, sendo assim cabe  aos brasileiros esperar e confiar no  bom senso dos governantes.





REFERÊNCIAS:

ALANA, Instituto. Infância e Consumo: estudos no campo da comunicação. Coordenado
por Veet Vivarta. Brasília: ANDI, 2009.

POSTMAN, Neil. O desaparecimento da infância. Rio de Janeiro, Graphia, 1999.Tradução:
José Laurenio de Melo e Suzana Menescal.


REFERÊNCIAS VIRTUAIS


BRASIL. Projeto de Lei 5.921/2001. Disponível em <http://www.redeandibrasil.org.br/empauta/lei-que-proibe-propaganda-infantil-divide-opinioes/>. Acesso em: 23/05/2011


CONAR. Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária. Disponível em: <http://
www.conar.org.br>. Acesso em: 23/05/2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

 NOVO JOGO 100 ERROS DE PORTUGUÊS
Acesse, você vai gostar!

/directmails.abrildirect.com.br/2000/cgi-bin/r.exe?c=UI244&d=9846146&t=E_00018356&e=15086772&s=20110317&l=HOT_SITE&p=?1$iMIRALVA&f=0&h=1
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM TECNOLOGIAS E NOVAS
EDUCAÇOES
DOCENTE : Maristela Midlej Silva de Araújo
MÓDULO V/ IV CICLO
DISCENTE: Ana Cláudia Souza, Miralva Araújo Ramos e Solange Sena
Nascimento



PROJETO DE INTERVENÇÃO COM INTEGRAÇÃO TECNOLÓGICA


                    TEMA: RECICLAGEM, LIXO E CIDADANIA






Identificação do perfil da turma

alunos cursando o 4° ano de escolarização

Estrutura curricular
Ensino Fundamental I – Natureza e as questões socioambientais.

Objetivo geral:

Conscientizar os alunos da importância de selecionar o lixo bem como suas possíveis
transformações, estabelecendo a noção de responsabilidade coletiva transformado a
escola num ambiente limpo e agradável.

Objetivos específicos:

Promover reflexão sobre o problema da geração de lixo e da importância da separação
deste lixo, tendo em vista a reciclagem.
Fazer com que o aluno entenda a importância da reciclagem e conheça o tempo de
duração de cada material no meio ambiente.

Tema gerador
•Reciclagem – Lixo e Cidadania

Metodologia

1º momento

Sensibilização com slides sobre o tema: Reciclando – Hábitos e atitudes.
Será apresentado aos alunos em data show os slides sobre o tema acima citado com
pausas para explicações sobre o assunto.

2º Momento

apresentação de vídeo: minuto animado
reciclagem
http://www.youtube.com/watch?v=9fNJdEwQno0

3º Momento

Abertura para discussão sobre o tema abordado no vídeo.

4º Momento

leitura de apoio: Reciclar o lixo é proteger o ambiente.
Neste momento devem ser destacados no texto os conceitos encontrados sobre Lixo e
Reciclagem.
Texto retirado do livro: O dia a dia do professor – Vol. 8 Editora FAPI
.
5º Momento

Realização de atividade digital.
Esta atividade está disponível no site:
http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/bitstream/handle/mec/2989/open/file/QuantoTempoViveUm Lixo . swf ? sequence =1

A atividade mostra o tempo que a natureza leva para decompor objetos que podem ser
utilizados para reciclar.

Tempo estimado

3 aulas

Recursos

Computador
Data Show
Slides
Vídeos

Avaliação

Os alunos irão confeccionar caixas coletoras para reciclagem, especificando com as
devidas cores e com algumas informações sobre o tipo de reciclagem realizada para ser
utilizada por todos da escola.

terça-feira, 22 de março de 2011

WEB QUEST

                                                       


PROPAGANDA X CONSUMO


INTRODUÇÃO


O grande apelo das propagandas nos meios de comunicação, tem levado alunos cada vez mais ao consumismo, tornando-os escravos de marcas e logotípos da moda que adentra os lares através da TV, computadores, etc. Sendo assim, nós educadores devemos os incentivar a perceber, que muitas coisas apresentadas para o consumo são desnecessáras para o nosso bem estar.



TAREFA

Organizar grupos de 3 ou 4 alunos e através de vídeos e leituras reflexivas, estimular o debate entre os alunos levantando os prós e contras do consumo desnecessário e da influência das propagandas no cotidiano; levando-os a criar uma apresentação de slides ilustrando uma propaganda sensacionalista.


Links Usados nas atividades:

http://www.youtube.com/watch?v=UrafN4uXUoY

http://www.escolasanti.com.br/santi/195/noticias/consumo-desnecessario

http://www.youtube.com/watch?v=vFXRlVeZtWghttp://www.youtube.com/watch?v=E3dgJ9pPsRA&feature=related 




PROCESSO

  • Entrar nos sites;

  • Ler textos;

  • Assistir a vídeos;

  • Fazer debate;

  • Selecionar imagens interessantes para a apresentação;

  • Criar apresentação de slides utilizando o Br. Office ou Power Point.


AVALIAÇÃO

Serão considerados:

  • Integração e interação dos membros do grupo;

  • Organização e responsabilidade na realização das tarefas;

  • Criatividade na elaboração e apresentação da atividade.


CONCLUSÃO

Este trabalho tem como objetivo incentivar os alunos a pesquisar e compreender como a propaganda interfere em nosso cotidiano, nos tornando escravos do consumo desnecessário.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011



UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
ESPECIALIZAÇÃO TECNOLOGIA E NOVAS EDUCAÇÕES
MÓDULO 1
ATIVIDADE COMPLEMENTAR


NOVAS EDUCAÇÕES E A PUBLICIDADE NA ESCOLA

Por Miralva Araújo Ramos

No final da década de 1960, o Departamento de Defesa dos EUA deu início a Internet. A rede cresceu rapidamente, incluindo cientistas e pesquisadores de todo o país e depois, passou a incluir faculdades, empresas, bibliotecas e pessoas em todo o mundo. Segundo conversas e discussões entre a prof.ª Adrianne Halmann e nós alunos, nas aulas do módulo I do 3º ciclo dessa especialização, ficou entendido por mim que basicamente, a Internet consiste em milhares de redes conectadas em todo mundo. Uma rede é um conjunto de computadores que estão conectados para compartilhar informações e recursos.
Cada governo, companhia ou organização é responsável pela manutenção da própria rede na Internet, e se uma parte da Internet falhar, as informações encontrarão uma nova rota alternativa. A maioria das informações disponíveis na internet é gratuita. Ela é, em geral, chamada de Rede, ou Ciberespaço.
Pierre Levi conceitua ciberespaço como um espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores e das memórias dos computadores, incluindo o conjunto dos sistemas de comunicação eletrônicos. Para ele a digitalização geral das informações provavelmente tornará o ciberespaço o principal canal de comunicação e suporte de memória da humanidade e cita os principais modos de comunicação e de interação possibilitados pelo ciberespaço: acesso a distância e transparência de arquivos, transferência de dados ou upload, correio eletrônico, conferências eletrônicas. O autor coloca o jogo como um mundo virtual onde milhares de participantes interagem e constroem ao mesmo tempo o universo no qual participam.
Nesse contexto, Tapscott comenta no  seu livro “Geração Digital” o fato de que a geração Net, a qual nossos alunos de escolas públicas e privadas fazem parte, já utiliza esta tecnologia como parte de sua cultura e nós, adultos, que viemos de uma geração da TV, temos que ainda conhecer e muito este novo modo de comunicação, que para eles já faz parte de suas vidas logo após alguns anos do se nascimento.
A globalização e a revolução tecnológica propiciaram a disseminação do conhecimento que hoje, deixou de ser exclusividade dos professores. Através das tecnologias de comunicação e informação (TIC), o modo de distribuição e produção do conhecimento modificou significativamente, o uso da internet e redes sociais como (Wiki, Orkut, Blog, Google, MSN, Fotoblog,etc.), fez com que a escola perdessem seu status de única instância transmissora de conhecimento. Portanto a mesma não deve mais constituir-se só como espaço de transmissão de conhecimento, entendo que se faz necessário desenvolver a função de produtora de conhecimento, de forma colaborativa e participativa com as instituições e demais segmentos que constituem a sociedade como geral, pois segundo Bonilla, a escola como instituição base da sociedade do conhecimento necessita transformar-se numa “escola aprendente”, nesse sentido acredito que além dos educandos aprenderem os educadores, a comunidade e a instituição necessitam estar em constante processo de aprendizagem, exercitando o que Paulo Freire chama de movimento dialético: ação-reflexão-ação.
Sendo assim, Nelson Pretto afirma que a escola, nessa nova perspectiva passa a ter um papel muito mais forte, um papel significativo na formação das novas competências, que não sejam necessariamente competências vinculadas à perspectiva de mercado que domina hoje toda a sociedade. Que não seja, enfim, uma simples preparação para o mercado, mas que sejam capazes de produzir uma sinergia entre competências, informações e novos saberes.
Valores como solidariedade, trabalho coletivo, ética, passam a ser recuperados nesse contexto, a partir de um trabalho mais abrangente que tenha as novas tecnologias como elementos estruturantes desse novo pensar e viver.
Nesse contexto, Marco Silva em seu livro Sala de Aula Interativa, afirma que nós professores não devemos abrir mão do aperfeiçoamento da comunicação oferecido pelas novas tecnologias, pois nossos alunos fazem parte da geração NET ou seja, vivem para criar, modificar, construir, aumentar tornando-se também autores na sua aprendizagem.
Nesse cenário de transformação e coletividade da educação, a prof.ª Elizabete Carvalho Dantas em uma palestra sobre Propaganda e Educação ministrada por ela na FACED-UFBA em 21/01 e 22/01/11, nos alerta sobre a presença da publicidade nas escolas.
Para ela, publicidade é aquilo que envolve todo o conjunto formado por veículos, agências, ações, etc. Por isso diz-se meio publicitário, peças publicitárias, sendo também toda ação recebida do meio de forma espontânea, não paga. E propaganda tudo aquilo contido em anúncios e peças publicitárias, que é feito de forma paga para se receber publicidade.
Penso que a escola não deveria ser um local para exposição de marcas ou logotipos, que consequentemente gera a venda de produtos, o que segundo prof.ª Elizabete já vem acontecendo em algumas escolas privadas e sim um local para aquisição e transformação do conhecimento, pois, vivemos numa sociedade tão desigual e a propagação da publicidade nas escolas para mim será promoção para mais desigualdade, marginalidade e inquietação para alunos que não podem acompanhar a massificação dos meios de comunicação pela indústria capitalista, que nos sufoca com a ideia de que temos que comprar e comprar coisas que às vezes não precisamos, não sabemos usar ou ter. Além dos sites de jogos e inúmeras páginas na internet que segundo a prof.ª Elizabete podem ser abertos por qualquer criança ou adolescente, os conteúdos desses sites, a política de privacidade que induzem a criar falsas identidades e a mentir e que às vezes simulam sites que parecem ser feitos para o público infantil, porém os levam para o consumo, as drogas, marginalizando assim a criança ou o adolescente e que é cada dia mais frequente na rede e mais usados por nossos alunos; acredito que a escola não deve fazer parte desse mundo publicitário,pois a partir de brindes, slogans, gincanas ou qualquer atividade que envolva a publicidade pode também está contribuindo para uma prática pedagógica incoerente e insensível ao desenvolvimento dos alunos. Penso que nós educadores devemos articular novas atitudes frente às transformações sociais e culturais as quais vivemos hoje, não sendo alheios as novas formas de comunicação e aquisição de conhecimento, mas buscando meios para que essas novas formas de aprendizagem sejam significativas e coerentes com a educação que desejamos para a atual geração NET.